
Felicidade??
Quando dei por mim estava num trem que ia em direção a felicidade. O trem estava lotado.
Em cada estação que parava, milhares de pessoas tentavam, com todas as suas forças, entrar no trem. Milhares não conseguiam; choravam, gritavam, mas tinham que esperar outro trem.
A cada minuto passado, a cada metro atingido, mais agonizados ficávamos.
Éramos pessoas de todas as idades, desde os não-nascidos até os velhos de mais de cem anos.
O trem ia vagarosamente, fazendo com que todos sofressem mais e mais.
O medo pairava no ar. Junto dele a agonia, ansiedade, tristeza, alegria, enfim, todos os sentimentos possíveis de um ser humano sentir.
Muitos tentavam sair pelas janelas quebradas pelo desespero, em vão.
Víamos trens vazios voltando para buscar outras pessoas.
O tempo dirigia muito bem o trem, mas vagarosamente demais; ou depressa demais.
A felicidade, para uns, estava demorando demais, para outros, chegando muito depressa.
Novas estações, novas tentativas, novos gritos, novos choros.
Alguns, como eu, estavam paralisados, calmos por fora, agitados por dentro, apenas olhando tudo e deixando o tempo dirigir o trem como quisesse.
O trem, de repente, tomou uma velocidade incrível, mais rápido que qualquer coisa conhecida.
Quanto mais corria, com mais medo todos ficavam.
Todos sabiam que dali para frente não havia mais nenhuma estação. Só existia o ponto final, a felicidade.
O trem adquiria mais e mais velocidade.
Até que, de repente, bummm...!!
Naquele local só se viu o trem partindo em busca de novas pessoas, e, viu-se também, corpos humanos estraçalhados no chão.
Desirée por volta de 1981
Quando dei por mim estava num trem que ia em direção a felicidade. O trem estava lotado.
Em cada estação que parava, milhares de pessoas tentavam, com todas as suas forças, entrar no trem. Milhares não conseguiam; choravam, gritavam, mas tinham que esperar outro trem.
A cada minuto passado, a cada metro atingido, mais agonizados ficávamos.
Éramos pessoas de todas as idades, desde os não-nascidos até os velhos de mais de cem anos.
O trem ia vagarosamente, fazendo com que todos sofressem mais e mais.
O medo pairava no ar. Junto dele a agonia, ansiedade, tristeza, alegria, enfim, todos os sentimentos possíveis de um ser humano sentir.
Muitos tentavam sair pelas janelas quebradas pelo desespero, em vão.
Víamos trens vazios voltando para buscar outras pessoas.
O tempo dirigia muito bem o trem, mas vagarosamente demais; ou depressa demais.
A felicidade, para uns, estava demorando demais, para outros, chegando muito depressa.
Novas estações, novas tentativas, novos gritos, novos choros.
Alguns, como eu, estavam paralisados, calmos por fora, agitados por dentro, apenas olhando tudo e deixando o tempo dirigir o trem como quisesse.
O trem, de repente, tomou uma velocidade incrível, mais rápido que qualquer coisa conhecida.
Quanto mais corria, com mais medo todos ficavam.
Todos sabiam que dali para frente não havia mais nenhuma estação. Só existia o ponto final, a felicidade.
O trem adquiria mais e mais velocidade.
Até que, de repente, bummm...!!
Naquele local só se viu o trem partindo em busca de novas pessoas, e, viu-se também, corpos humanos estraçalhados no chão.
Desirée por volta de 1981
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